No Evangelho de hoje 24º Domingo do Tempo Comum nos fala do
Filho Prodigo.
É um equivoco chamar está parábola do "filho pródico" ou "filho
esbanjador" ,pois a figura central é a do Pai.O mais preciso seria
denominá-la a parábola do Pai compassivo.
Jesus conhecia os conflitos vividos nas famílias da Galiléia: a discussão
entre pais e filhos; a rivalidade entre irmãos por causa dos direitos à herança.
Naqueles tempos era dificil sobreviver fora da família, que não podia subsistir
isoladas umas das outras. O livro do Eclesiástico aconselhava: "Quando se
cumprir o número de teus breves dias, o dia da morte, repartirás tua herança"
(Eclo33,20-24)
O jovem filho, ao exigir parte da herança, considera seu pai como morto,
rompe a solidariedade da família e dita por terra sua honra.Ao voltar arrependido,
o pai, ao ve-lo ao longe, é tomado de compaixão, esquece sua própria dignidade,
perde o controle, corre ao seu encontro, abraça-o com ternura e o cobre de beijos,
sem temer seu estado de impureza. O pai o protege e o defende das famílias vizinhas:
veste nele a melhor túnica, restaurando seu corpo destroçado;coloca em seu dedo
um anel simbolizando a autoridade e seus status de filho; manda calçar em seus pés
as sandálias, sinal de um homem livre: E proclama a ressurreição; "Porque este meu
filho estava morto e tornou a viver".
Também Jesus, por seus gestos de compaixão e misericórdia, quer nos fazer
abrir novamente as portas do coração para que voltemos a nos comover com a
dor da exclusão,que é imposta aos irmãos e irmãs. E como afirmava o Cardeal
Vom Balthasar- "Os pecadores encontram a Cristo enquanto os justos e puros
ainda continuam procurando-o". Devemos proclamar, com toda força do nosso
coração e alegria da nossa alma,que a festa deve começar!
( Pe. Paulo Botas, mts)
Achei super interessante este testo e resolvi compartilhar.
Boa semana a todos.
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